Movimento Mulher Viva é lançado em São José para prevenção à violência contra mulheres

O Movimento Mulher Viva foi oficialmente lançado na tarde de segunda-feira (9) em São José, com a proposta de fortalecer ações de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres no município. A cerimônia ocorreu no auditório do Centro Universitário Estácio de Santa Catarina e marcou o início de uma parceria entre a Fundação Educacional de São José, o centro universitário e a Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de São José.

A iniciativa pretende desenvolver um conjunto integrado de ações comunitárias baseado em três eixos principais: prevenção da violência, acolhimento às vítimas e fortalecimento da autonomia econômica de mulheres em situação de vulnerabilidade. Inicialmente, o projeto será implementado como piloto em um território específico da cidade, em articulação com a rede local de proteção, com acompanhamento por indicadores e possibilidade de ampliação para outros bairros e até municípios.

Prevenção e mudança cultural

Entre as ações previstas estão rodas de conversa e oficinas em espaços comunitários, abordando temas como igualdade de gênero, respeito, empatia e identificação de sinais de violência. O projeto também prevê atividades direcionadas a adolescentes e jovens, com foco na construção de relações saudáveis e na prevenção de diferentes formas de violência.

Outra frente do movimento será a realização de campanhas permanentes de conscientização, com produção de materiais informativos, ações presenciais e parcerias com o comércio local para ampliar a divulgação de canais de apoio e incentivar mudanças culturais na sociedade.

Envolvimento de homens e meninos

O Movimento Mulher Viva também busca engajar homens e meninos como aliados no combate à violência contra mulheres. A proposta inclui círculos de diálogo e oficinas sobre masculinidades, incentivando atitudes de respeito e responsabilidade.

Entre as iniciativas está ainda a criação de um pacto local de homens aliados, comprometidos em não tolerar situações de violência e em apoiar a rede de proteção às mulheres.

Acolhimento e autonomia

Outro eixo do projeto prevê a criação de um ponto de entrada seguro para acolhimento, com escuta qualificada e encaminhamento para atendimento psicológico e orientação jurídica, em parceria com profissionais e instituições que integram a rede de proteção.

O movimento também pretende fortalecer a autonomia econômica das mulheres, oferecendo cursos de curta duração sobre finanças pessoais, elaboração de currículo, preparação para entrevistas de emprego, formalização de atividades e empreendedorismo. A iniciativa inclui ainda mentorias e conexão com oportunidades de trabalho por meio de parcerias com empresas e comércio local.

Rede de parceiros

O desenvolvimento do projeto contará com o apoio de diversas instituições e órgãos, como o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de São José, secretarias municipais de Assistência Social, Saúde, Educação e Desenvolvimento Econômico, além da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José, da Delegacia da Mulher, de Centros de Referência, da Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina, do Ministério Público de Santa Catarina e da Câmara Municipal de São José.

A proposta é fortalecer a articulação entre poder público, instituições e sociedade civil, ampliando a rede de proteção e apoio às mulheres no município.

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