Acabou o Sonho: Figueirense fracassa mais uma vez e amargará o 6º ano seguido na Série C

O Figueirense perdeu novamente — e não foi só em campo. A derrota por 1 a 0 para o Ypiranga, na tarde deste sábado (30), em Erechim, não só encerrou qualquer esperança de acesso como escancarou mais um capítulo da crise técnica e institucional que se arrasta há anos. Com o resultado, o clube catarinense vai disputar a Série C do Campeonato Brasileiro pelo sexto ano consecutivo, longe da elite do futebol nacional que um dia frequentou com protagonismo.

O time terminou a competição em 14º lugar e, como consequência, disputará em 2026 dez jogos fora de casa e apenas novo no Orlando Scarpelli — punição esportiva por não figurar sequer entre os 10 primeiros. O cenário resume o que tem sido o Figueirense sob a atual gestão: um ciclo repetido de promessas não cumpridas, fracassos acumulados e um distanciamento cada vez maior do torcedor.

Repetição dos mesmos erros

Apesar do apoio de mais de 400 torcedores que viajaram até o Rio Grande do Sul, o desempenho em campo foi decepcionante. O técnico Elio Sizenando repetiu pela terceira vez a escalação, mas o time mostrou-se previsível e sem reação, muito aquém do necessário para um confronto decisivo. O gol da derrota veio com Ricardo Bueno, velho conhecido da torcida alvinegra, após cobrança de escanteio no segundo tempo.

A partida em Erechim simbolizou não apenas a queda de desempenho esportivo, mas também a falência de um modelo de gestão que falhou em todas as frentes: esportiva, administrativa e judicial.

Um clube estagnado dentro e fora de campo

Se no gramado o Figueira não engrena, fora dele a situação é ainda mais preocupante. A tão falada recuperação judicial, anunciada como solução para o caos financeiro deixado por gestões anteriores, parece estacionada. A diretoria atual não conseguiu até aqui transformar o clube em uma instituição minimamente estável ou competitiva.

Além dos maus resultados, o clube segue atolado em dívidas, com estrutura precária e sem um planejamento claro que empolgue a torcida ou ofereça perspectiva de futuro. A cada ano, novos discursos, novos projetos — e os mesmos fracassos.

Futuro indefinido (mais uma vez)

Com a eliminação precoce na Série C, resta agora a disputa da Copa Santa Catarina. A janela de transferências segue aberta até 2 de setembro, e é possível que o elenco sofra mudanças. Em entrevista após a derrota, Franzoni indicou que a permanência de Elio Sizenando no comando técnico ainda está sendo avaliada:

“A gente não vai trabalhar com ninguém como tampão, mas com o projeto, que passa pela manutenção do Elio ou a contratação de outro profissional que vem para somar, agregar e ajudar na montagem do elenco para o ano que vem”, afirmou.

O problema, no entanto, vai além do treinador. O Figueirense precisa de um choque de gestão, de liderança técnica e administrativa real, com ações concretas e transparência. Sem isso, seguirá como está: um gigante adormecido, perdido em promessas vazias e cada vez mais distante de seus dias de glória.

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