Durante a sessão ordinária da última quarta-feira (18), o deputado estadual Mário Motta (PSD) alertou sobre as desigualdades regionais na oferta de leitos de UTI em Santa Catarina, com ênfase nas macrorregiões do Grande Oeste e da Foz do Rio Itajaí.
Segundo o parlamentar, a situação é crítica, especialmente nas UTIs pediátricas e neonatais. Em visita recente ao Oeste, constatou-se estado de emergência em saúde pública, impulsionado pelo aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Embora reconheça a criação de 264 novos leitos de UTI no estado, Motta aponta que a distribuição ainda é desigual. O Grande Oeste, por exemplo, conta com apenas 0,59 leito pediátrico por 10 mil habitantes — abaixo dos parâmetros mínimos da OMS. Nas UTIs neonatais, a média estadual é de 3,4 leitos por mil nascidos vivos, mas no Grande Oeste esse índice cai para 1,81.
O deputado destacou que, nos últimos quatro meses, 65 pacientes do Oeste — metade recém-nascidos — precisaram ser transferidos por falta de vagas, gerando riscos e sofrimento às famílias.
Para enfrentar o problema, Motta anunciou uma Moção de Apelo ao Ministério da Saúde, pedindo a análise e aprovação do Plano de Ação Regional (PAR) das duas macrorregiões. Ele defende a ampliação urgente da Rede de Urgência e Emergência.
“A saúde pública não pode esperar. É preciso garantir acesso digno a leitos de UTI em todas as regiões”, afirmou.


