O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que desponta como possível candidato à Presidência, participou neste sábado (28) da Conferência de Ação Política Conservadora, realizada nos Estados Unidos. Durante o evento, um tradicional encontro de lideranças conservadoras, ele adotou um discurso mais incisivo do que costuma apresentar no Brasil e chegou a se definir como “Bolsonaro 2.0”.
Em sua fala, Flávio adotou um tom antissistema, afirmando que, caso seja eleito, pretende combater o que classificou como “agenda ambientalista radical”, “agenda woke” e interesses das “elites globais”. Ele também exaltou a atuação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando embates políticos e ideológicos enfrentados durante seu governo.
O senador relembrou a relação de Jair Bolsonaro com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, destacando a aliança entre ambos e episódios como o reconhecimento tardio da vitória de Joe Biden nas eleições americanas.
Durante a apresentação, Flávio exibiu imagens de encontros entre seu pai e Trump na Casa Branca, em 2019, e afirmou que Jair Bolsonaro estaria enfrentando uma situação semelhante à vivida pelo ex-presidente norte-americano em investigações judiciais. Segundo ele, as acusações contra o pai teriam motivação política.
O senador também criticou o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, associando sua volta ao poder a decisões judiciais e a fatores externos. Em seu discurso, Flávio afirmou que o país enfrenta uma crise econômica e de segurança pública, além de mencionar supostos escândalos de corrupção ligados ao governo.
A participação de Flávio Bolsonaro na CPAC reforça sua aproximação com lideranças conservadoras internacionais e indica uma estratégia de posicionamento mais alinhada ao discurso da direita global.



