A cidade de Florianópolis alcançou um marco importante para o saneamento básico: a implantação do primeiro Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) na região Sul da Ilha. A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) recebeu a Licença Ambiental Prévia (LAP) da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), autorizando a viabilidade ambiental do projeto e estabelecendo as diretrizes para sua execução.
Sem infraestrutura pública de coleta e tratamento de esgoto até então, os bairros da Armação e Pântano do Sul serão os primeiros da região a receber o novo sistema, que atenderá cerca de 15 mil moradores até 2037. O investimento previsto é de R$ 65 milhões.
Com capacidade para tratar uma vazão média de 30 litros por segundo (e máxima de 45 l/s), o SES abrangerá 11 bacias de esgotamento sanitário. A expectativa é de que a iniciativa traga impactos positivos para o meio ambiente, a saúde pública e o turismo local.
“Este projeto é parte de um esforço mais amplo para expandir a cobertura de esgoto em Florianópolis, priorizando as regiões que mais necessitam. Estamos avançando de forma responsável para proteger o meio ambiente e garantir mais qualidade de vida para a população”, destacou o prefeito Topázio Neto (PSD).
A Casan vem ampliando os investimentos no setor: segundo o presidente da companhia, Edson Moritz, a cobertura de esgoto no município cresceu 14% entre 2022 e 2025, com um total de R$ 575 milhões investidos nesse período.
“O governador Jorginho Mello nos deu a missão de, junto com o prefeito Topázio, buscar soluções rápidas e inovadoras para resolver o problema histórico de saneamento no Sul da Ilha, e é isso que estamos fazendo”, afirmou Moritz.
Benefícios ambientais, sanitários e econômicos
Além de eliminar lançamentos irregulares em áreas sensíveis, o novo sistema deve melhorar significativamente a balneabilidade das praias, fortalecer a proteção dos ecossistemas costeiros e impulsionar a valorização imobiliária e turística da região.
O projeto também prevê a implantação de uma cortina verde ao redor do terreno da estação, contribuindo para mitigar os impactos ambientais da obra.
“Esse é um marco para o saneamento em Florianópolis. Com a cobertura atual chegando a 68,13%, seguimos firmes na ampliação dos serviços, promovendo ganhos concretos para a saúde pública e o meio ambiente”, afirmou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alexandre Waltrick.


