A produção industrial de Santa Catarina fechou 2025 com alta de 3,2%, de acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (10). O resultado é mais de cinco vezes superior à média brasileira no período, que ficou em 0,6%, e reforça o desempenho da economia catarinense, que lidera o ranking nacional de atividade econômica.
Com o crescimento registrado, o estado conquistou a terceira posição no cenário nacional, atrás apenas do Espírito Santo (11,6%) e do Rio de Janeiro (5,1%), ambos impulsionados pela indústria extrativa, especialmente petróleo e gás. Santa Catarina superou estados como Paraná (0,3%), Rio Grande do Sul (2,4%), Minas Gerais (1,3%) e São Paulo, que apresentou retração de 2,2%.
Para o governador Jorginho Mello, o resultado evidencia a força do setor produtivo catarinense e as políticas de incentivo ao desenvolvimento econômico. Segundo ele, a indústria é um dos pilares da economia estadual e o desempenho reflete o perfil empreendedor e trabalhador da população.
Indústria da transformação puxa crescimento
O avanço de 3,2% foi impulsionado principalmente pela indústria da transformação, com destaque para a indústria pesada. Entre os segmentos que mais cresceram estão a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (10,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,2%) e máquinas e equipamentos (6,3%). Setores tradicionais também apresentaram desempenho positivo, como alimentos (5,9%) e minerais não metálicos (5,1%).
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, destacou que o ambiente favorável aos negócios, aliado a programas de incentivo como Prodec e Pró-Emprego, contribui para a competitividade do setor. Ele ressaltou ainda que o resultado ganha relevância diante de desafios enfrentados ao longo do ano, como a taxa básica de juros elevada e as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Outros segmentos que registraram crescimento foram produtos químicos (3,4%), têxteis (3%) e celulose e papel (2,1%). Por outro lado, algumas áreas apresentaram retração, como metalurgia (-1%), móveis (-2,9%), veículos (-3,6%) e produtos de madeira (-4,5%).



