Um levantamento apresentado pela Comissão de Análise das Dívidas do Avaí ao Conselho Deliberativo revelou um cenário financeiro preocupante para o clube. Segundo informações divulgadas pelo ge, o passivo avaiano praticamente dobrou nos últimos três anos, saltando de R$ 159 milhões, em 2023, para aproximadamente R$ 295 milhões atualmente.
De acordo com o relatório, o aumento do endividamento está relacionado principalmente ao reconhecimento de obrigações que não constavam em balanços anteriores, além da atualização dos débitos tributários.
A maior parte da dívida está concentrada na área tributária, que representa cerca de R$ 195 milhões. Na sequência aparecem os débitos trabalhistas e ligados à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), somando mais de R$ 48 milhões. O levantamento também registra compromissos financeiros de aproximadamente R$ 24,3 milhões e pendências cíveis, incluindo processos de recuperação judicial, na ordem de R$ 22,7 milhões.
Entre os valores considerados mais urgentes está uma dívida de cerca de R$ 840 mil junto à CNRD. O não pagamento pode resultar em punições esportivas, como a proibição de registrar novos atletas.
O relatório também destaca indicadores que evidenciam a fragilidade econômica do clube. Atualmente, o Avaí apresenta patrimônio líquido negativo em cerca de R$ 175 milhões e índice de liquidez corrente de apenas 0,13, o que demonstra dificuldades para cumprir compromissos de curto prazo.
A limitação de recursos afeta diretamente o departamento de futebol, já que a necessidade de gerar caixa obriga o clube a negociar atletas para equilibrar as finanças e manter as operações em funcionamento.
Conforme a análise apresentada ao Conselho Deliberativo e divulgada pelo ge, os números refletem um quadro de forte pressão financeira, marcado pelo crescimento das dívidas, baixa capacidade de pagamento e agravamento do patrimônio líquido negativo.




