Vereador Jean Volpato é afastado da presidência de Frente Parlamentar após voto favorável à CPI do Esgoto em Blumenau

Um movimento político gerou tensão na Câmara de Vereadores de Blumenau nesta semana. O vereador Jean Volpato (PT), que recentemente deu o voto decisivo para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Esgoto, foi excluído da presidência da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais — grupo que ele próprio criou.

A ação, interpretada como retaliação política, teria sido articulada pelo Governo Egídio, que orientou sua base aliada na Casa Legislativa a destituir Volpato da presidência da Frente. A decisão ocorreu poucos dias após o vereador romper com o Executivo ao apoiar a criação da CPI, que pretende investigar possíveis irregularidades na gestão do sistema de esgoto da cidade.

A reunião que deliberou a exclusão de Volpato contou com a presença do líder do governo na Câmara, vereador Flavinho, que teria atuado para garantir os votos necessários da base governista contra o petista.

A Frente Parlamentar em Defesa dos Animais é uma iniciativa voltada à promoção de políticas públicas de proteção e bem-estar animal no município, e sua criação foi uma das principais bandeiras de Jean Volpato durante seu mandato.

A retirada do vereador da presidência do grupo gerou críticas de ativistas e lideranças da causa animal, que apontam prejuízos para as discussões que vinham sendo conduzidas de forma independente e técnica.

Em nota, Jean Volpato declarou que sua saída do comando da Frente é uma tentativa clara de enfraquecer sua atuação parlamentar, mas que continuará firme na defesa dos interesses da população e dos animais. “A minha consciência está tranquila. Votei com responsabilidade e em respeito à cidade. A CPI é um instrumento legítimo para investigar possíveis falhas na administração pública”, afirmou.

Até o momento, o Governo Egídio não se manifestou oficialmente sobre o caso.

A abertura da CPI do Esgoto promete movimentar os próximos meses no Legislativo blumenauense, com possíveis desdobramentos políticos e administrativos. A oposição já articula apoio popular para manter a investigação em curso, enquanto a base do governo tenta conter o desgaste provocado pelas acusações de retaliação.

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