Justiça Eleitoral amplia mecanismos de segurança das urnas para Eleições Gerais

A Justiça Eleitoral intensifica, meses antes das Eleições Gerais de 2026, os procedimentos destinados a garantir a segurança das urnas eletrônicas e a transparência da votação. As medidas incluem análise dos sistemas, testes de segurança, auditorias e mecanismos de conferência dos resultados.

Segundo o desembargador eleitoral substituto Marcelo Volpato, do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), o trabalho começa cerca de um ano antes do pleito, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza os códigos-fonte dos sistemas às entidades fiscalizadoras.

Outro mecanismo é o Teste Público de Segurança, que permite a participação de cidadãos interessados em identificar possíveis vulnerabilidades. As sugestões apresentadas são analisadas pelo TSE e podem contribuir para o aprimoramento dos sistemas.

As urnas eletrônicas não possuem conexão com internet, Wi-Fi ou Bluetooth, reduzindo a possibilidade de ataques externos por essas vias. Os equipamentos também utilizam sistemas desenvolvidos pelo TSE, com recursos de assinatura digital e criptografia para verificar a autenticidade dos programas.

Auditoria durante a votação

No primeiro turno, em 4 de outubro, Santa Catarina realizará o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas. Na véspera, equipamentos são sorteados e levados para Florianópolis, onde passam por uma votação pública durante o horário oficial do pleito.

Cédulas de papel com votos previamente definidos são digitadas nas urnas selecionadas. Ao final, os resultados eletrônicos são comparados com os votos registrados em papel. O procedimento é acompanhado e filmado, permitindo a conferência de eventuais divergências.

De acordo com Volpato, o teste é realizado há 24 anos e, nesse período, não foram identificadas inconsistências entre os resultados das urnas e os votos utilizados na auditoria.

Após o encerramento da votação, cada urna imprime o Boletim de Urna, documento que registra o resultado daquela seção. Os dados podem ser utilizados para conferência da totalização oficial, realizada pelo TSE.

A transmissão dos resultados ocorre por uma rede própria e criptografada da Justiça Eleitoral. Dessa forma, além das auditorias realizadas antes e durante a votação, o processo permite a conferência dos resultados registrados nas seções eleitorais.

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