O Avaí enfrenta uma grave crise financeira às vésperas de decisões importantes na Série B do Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira (4), os jogadores se recusaram a participar do treinamento em protesto contra os atrasos salariais. Segundo informações da ESPN, o elenco está há três meses sem receber.
A situação expõe o agravamento dos problemas administrativos do clube, que já havia recorrido a recursos da Kactus Capital, responsável pelo projeto de implantação da SAF, para quitar dois meses de salários no primeiro semestre. O empréstimo foi de R$ 5 milhões. No momento, porém, não há previsão de novos repasses antes da conclusão das negociações.
Em entrevista coletiva, o presidente Bernardo Pessi reconheceu a dificuldade financeira e admitiu que as receitas do clube não são suficientes para cobrir os compromissos. Segundo ele, o Avaí desembolsa mais de R$ 1 milhão por mês apenas com dívidas. Apesar de afirmar que o processo da SAF está avançando, o dirigente não estabeleceu prazo para sua conclusão.
A crise também preocupa a comissão técnica. Após o confronto contra o Náutico, o técnico interino Marquinhos Santos demonstrou insatisfação com as promessas de pagamento não cumpridas e alertou para o impacto da situação no grupo de jogadores.
O cenário é ainda mais delicado pelo momento esportivo. Com apenas duas rodadas restantes na Série B, o Avaí precisa vencer São Bernardo e América-MG para manter as chances de permanência. Mesmo assim, dependerá de resultados de concorrentes diretos, especialmente do Ceará.
Entre salários atrasados, indefinições sobre a SAF e risco de rebaixamento, o Avaí vive uma crise que ultrapassa as quatro linhas. A falta de estabilidade financeira coloca em xeque o planejamento do clube justamente no momento em que a equipe mais precisa de tranquilidade e comprometimento para evitar um desfecho ainda mais grave.





